Relacionamento entre pais e filhos
Olá, muito prazer meu nome é "Vitoriosa".
Por quê? Você já vai descobrir. Tenho 41 anos e confesso que minha vida foi feita de grandes desafios a serem concluídos, e coloquei meu nome "Vitoriosa" pois considero que passei por cada desafio e, diga-se de passagem, me saí muito bem.
Claro, nesses anos todos não podemos dizer que foram só flores, na verdade acho que minha vida foi muito mais marcada pelos espinhos do que por flores, pois aprendi que são os espinhos que tornam uma rosa mais bela.
Os espinhos a protegem de serem arrancadas de seu habitat natural com violência.
Eu decidi fazer esse blog pois sei que com tanta experiência, com tantas histórias que aconteceram em minha vida, não poderia guardar para mim, eu tenho que compartilhar, pois sei que da mesma maneira que eu venci cada uma das minhas dificuldades, você também pode vencer as suas, basta não desistir!
Hoje quero falar de relacionamento entre pais e filhos.
Sabemos que antigamente o relacionamento entre pais e filhos não era e ainda está longe de ser a coisa mais agradável desse mundo. Quem nunca discutiu ou discordou com os seus pais ou vice-versa?
Me lembro que tive uma infância bem conturbada onde meu pai era muito rígido, porém, eu nem me arriscava desobedecer uma ordem sequer dele, pois ficava pensando no tamanho da mão que ele tinha, e que devia doer.
Sem contar que ele bebia, e muitas vezes chegava a agredir minha mãe, então eu pensava: "Se ela que é grande ele faz isso, imagina comigo?" Então nem em pensamento eu desobedecia (😅).
E quanto a minha mãe? Minha mãe, ah essa sim, ela tinha a mão leve, me batia por tudo e por nada, me lembro uma vez que apanhei muito porque deixei minha borracha na escola.
Sim, aquela borrachinha branca que usamos para apagar o lápis, sabe? Pois é, nem imaginem o quanto eu apanhei naquele dia por causa da bendita borracha. 😖
Sem contar várias outros episódios nada agradáveis, mas que não vem ao caso. Onde eu quero chegar?
É que os relacionamentos internos, familiares, amorosos, de amizade, seja ele qual for, não é algo fácil, porém, eu acredito que com o passar do tempo vamos aprendendo que cada pessoa é um ser individual.
Portanto, temos o nosso jeito de pensar, de falar e de agir, nem todo mundo responde a mesma situação da mesma forma. Somos únicos.
E o interessante é que queremos que a maioria das pessoas sejam como nós, tenham os mesmos pensamentos, gostos, etc...
É aí que entram as desavenças quando nos frustramos ao descobrir que somos diferentes um do outro.
Mas, eu aprendi a lidar com isso, e aprendi a lidar com cada tipo de pessoa, na verdade, eu aprendi a respeitar o ser único e individual que somos.
Aprendi a entender o lado do outro, aprendi a me colocar no lugar do outro, é assim que conseguimos na maioria das vezes amenizar ou até mesmo acabar de vez com os conflitos diários de um relacionamento.
Pense comigo, você acha que as atitudes do seu pai ou sua mãe não estão certas, que eles exageram em algumas coisas? Se sua resposta foi sim, então aí vai a dica:
Antes de condenar seus pais, se coloque no lugar deles, comece a se avaliar como filho (a), pergunte a si mesmo (a) qual a nota você daria como filho (a)?
Mas, não pense só nos momentos em que você é bonzinho, não vale!
Tem que pensar em todos os momentos e situações, sejam elas boas ou ruins.
Pensou?
E então, qual a nota que você deu? Dependendo da sua nota, aí está a primeira coisa que precisa acertar no seu relacionamento com os seus pais, e os pais também devem fazer essa dinâmica com os filhos, sim, por que não?
Temos que como pais nos colocar também no lugar dos filhos, e pensar que se para nós chorar por um "Não" é nada, pense que para a idade do seu filho o "Não" significa muito.
Então temos que sempre pesar na balança e nos colocar sim no lugar do outro. Sairmos de nós mesmos para tentar entender o outro em sua individualidade.
Vou citar um exemplo bem simples: Jesus.
Eu creio que Jesus curava as pessoas, libertava, e restaurava porque Ele sentia empatia por essas pessoas, Ele simplesmente se colocava no lugar do outro e sentia a dor do outro.
Por isso Ele era tão amoroso e cheio de compaixão, pois Ele em sua natureza divina se compadecia com a situação de dor e sofrimento aqui na terra.
A passagem em Isaías 53 que diz: "Ele tomou sobre si as nossas dores, ele levou sobre si as nossas transgressões...".
Esse texto nos relata exatamente o que é empatia, é tomar sobre si as dores, é levar sobre si mesmo o que o outro sente, é carregar nem que seja por um momento a cruz do outro, para que entenda a dor e o sofrimento do outro.
Então pratiquemos a empatia. A empatia ameniza atritos, ela torna as pessoas muito mais abertas para o outro.
Pense nisso! E aplique isso diariamente pais para com os seus filhos. E filhos se coloquem também no lugar de seus pais, você vai ver que muitas vezes não é nada fácil lidar com você mesmo! 😊
Muito bom!
ResponderExcluirGlória Deus! Você é uma vitoriosa!
ResponderExcluirAdorei o texto!!! Ótimo para refletir!
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